Fernando Giovanella
Revisado e aprovado por Dr. Fernando Giovanella, CRO-SC 8237Como este guia é feito (em inglês) →
Um guia para quem ouviu que não tem osso

"Não tem osso" é uma medida, não uma sentença. As opções, do menor passo ao maior

Na clínica do Dr. Fernando Giovanella, em Blumenau (SC), a maioria de quem pergunta sobre implante zigomático já ouviu um "não" — às vezes dois ou três, às vezes depois de um enxerto que não pegou. Se esse é o seu caso, esta página foi escrita para você. E para o filho ou a filha que está lendo por você.

Eu não vou começar pelo implante zigomático. Quanto mais eu entendo de maxila sem osso, menos zigomático eu indico — e é por isso que esta página começa pelo menor passo que ainda pode funcionar para você, e sobe a partir dele. Enxerto ósseo. Implantes inclinados. Implantes pterigoides. Implantes zigomáticos. E, nos casos mais raros, quatro zigomáticos de uma vez. Em cada degrau, eu te digo para quem ele serve, para quem não serve e o que os estudos mostram.

Duas coisas antes de subir. Essa medida descreve um pedaço do seu osso, num momento, numa imagem — e uma radiografia panorâmica e uma tomografia não enxergam as mesmas coisas. E o fim honesto desta página pode ser que você não precise de implante zigomático nenhum. Talvez você nem precise de mim. Prefiro que você saiba disso aqui, e não na minha cadeira.

Ilustração: dois implantes zigomáticos longos ancorados nos ossos da maçã do rosto, dois implantes convencionais na frente da maxila e uma prótese fixa superior completa sobre eles
A ideia numa imagem. Dois implantes zigomáticos passam pela maxila sem osso e se ancoram no osso da maçã do rosto; dois implantes convencionais ficam na frente; uma prótese fixa se apoia nos quatro. Ilustração, não exame.

Meu dentista disse que não tenho osso suficiente para implante. Quais são minhas opções?

Quando falta osso para o implante convencional, o Dr. Fernando Giovanella, em Blumenau (SC), trabalha com cinco opções, sempre na mesma ordem, do menor passo para o maior: o enxerto ósseo (incluindo o levantamento de seio); os implantes inclinados (All-on-4), que usam o osso que ainda resta na frente da maxila, a arcada de cima; os implantes pterigoides, que se ancoram atrás dela; os implantes zigomáticos, que se ancoram no osso da maçã do rosto (o zigoma); e, quando nem a frente da maxila tem osso, quatro implantes zigomáticos. Qual desses degraus é o seu não se decide pelo que te disseram, nem pelo que qualquer clínica — a minha inclusive — preferiria fazer. Quem decide é a tomografia: uma imagem em 3D da sua maxila que mostra, em milímetros, quanto osso sobrou e onde. Tudo o que vem abaixo existe para você ler essa tomografia comigo.

A escada · o menor passo primeiro
  1. 1Enxerto ósseoinclui o levantamento de seio — acrescenta osso e espera ele pegar
  2. 2Implantes inclinados (All-on-4)usam o osso que ainda existe na frente da maxila
  3. 3Implantes pterigoidesse ancoram atrás da maxila
  4. 4Implantes zigomáticosse ancoram no osso da maçã do rosto
  5. 5Quatro implantes zigomáticosquando até a frente da maxila ficou sem osso
→Quem decide: a tomografia. Não o que disseram a você, nem o que uma clínica preferiria fazer — um exame 3D que mostra, em milímetros, quanto osso sobrou e onde.

Por que eu perdi osso — e por que o osso da maçã do rosto importa?

Você perdeu osso porque esse osso existia para segurar os dentes, e os dentes foram embora — é assim que o Dr. Fernando Giovanella explica no consultório, em Blumenau, Santa Catarina, e é a ideia que dá sentido ao resto desta página. A parte do osso que segura os dentes se chama osso alveolar. O trabalho dele é segurar raízes. Tire as raízes, e o corpo vai reabsorvendo esse osso aos poucos, como faz com qualquer estrutura que ficou sem função. A dentadura apoiada na gengiva não impede isso; a pressão dela tende a acelerar. Na arcada de cima, existe um segundo ladrão: o seio maxilar, o espaço de ar que fica acima dos dentes de trás, que tende a crescer para baixo, ocupando o lugar que as raízes deixaram. Então o fundo da maxila afina por baixo e por cima ao mesmo tempo. Isso não é descuido. É a anatomia fazendo o que faz depois que os dentes saem — e acontece com gente cuidadosa também.

Com dentes

Osso da maçã do rosto (zigoma)
Seio maxilar
Osso alveolar

Anos depois de perder os dentes

Zigoma não muda
Seio maxilar ↓ desce
Osso alveolar ↑ reabsorve
  • Osso alveolar — a parte que segurava as raízes. Sem as raízes, o corpo reabsorve esse osso; a dentadura apoiada em cima acelera isso.
  • Seio maxilar — o espaço de ar acima dos dentes de trás. Tende a crescer para baixo, ocupando o lugar que as raízes deixaram.
  • Osso da maçã do rosto (zigoma) — nunca segurou dente, então não encolhe quando os dentes se vão. Denso, próximo e logo acima da parte que esvazia primeiro.
Esquema fora de escala · volumes, não anatomia

O osso da maçã do rosto — o zigoma — segue outras regras. Ele nunca segurou dente, então não encolhe quando os dentes vão embora. É denso, está perto e fica logo acima da parte da maxila que esvazia primeiro. O implante zigomático é simplesmente um implante longo que passa por onde o osso falta e se ancora ali. Nada precisa ser reconstruído antes.

Essa é a lógica da escada inteira: cada degrau usa um osso que você ainda tem, um pouco mais longe de onde os dentes ficavam. O primeiro degrau é o que fica mais perto de todos — ele tenta pôr o osso de volta.

Quando o enxerto ósseo ainda é o caminho certo?

O enxerto ósseo ainda é o caminho certo quando a falha de osso é pequena e o resto do osso está saudável — e, para o Dr. Fernando Giovanella, cirurgião em Blumenau (SC), essa não é uma resposta dada a contragosto. Para um dente que falta, ou alguns, um enxerto que devolve uns milímetros de largura ou de altura deixa o implante convencional ir exatamente onde o dente estava. Isso é boa cirurgia, e, quando a sua tomografia mostrar isso, eu vou te dizer.

Degrau 1 de 5 · Enxerto ósseo, incluindo o levantamento de seio · o degrau que tenta devolver o osso

Enxerto quer dizer acrescentar osso — seu, tirado de outro lugar do corpo, ou de banco de osso, ou um substituto sintético — e depois esperar, em geral alguns meses, até ele virar parte de você, antes de o implante entrar. O levantamento de seio é da mesma família: o cirurgião levanta a membrana do seio maxilar e coloca osso embaixo dela, para recuperar altura no fundo da maxila. Depois, a mesma espera.

O enxerto deixa de ser o caminho certo por uma questão de tamanho, e de história. Quando a maxila inteira afinou, ele precisa reconstruir muito, em vários lugares, com uma cicatrização que pode levar boa parte de um ano e, às vezes, uma segunda cirurgia antes do primeiro implante. E, quando um enxerto já falhou uma vez nessa maxila, pedir ao mesmo osso que segure um segundo é uma decisão de verdade, não um próximo passo automático. Eu volto a isso mais abaixo.

Antes de chegar lá, existe um degrau que usa o osso que você já tem.

All-on-4 funciona se eu tenho pouco osso?

Muitas vezes, sim — e, quando dá, é o caminho que o Dr. Fernando Giovanella, em Blumenau, indica primeiro para a arcada de cima inteira, antes de qualquer conversa sobre zigomático. All-on-4 é uma arcada completa de dentes fixos sustentada por quatro implantes. Os dois de trás entram inclinados, passam na frente do seio e usam o osso da frente da maxila, entre os seios, que costuma ser a última região a esvaziar. Sem enxerto, sem meses de espera, e com uma prótese fixa que muitas vezes pode ser presa nos implantes logo depois da cirurgia.

Degrau 2 de 5 · Implantes inclinados (All-on-4) · usam o osso que ainda existe na frente da maxila
Uma arcada completa de dentes fixos com quatro orifícios de parafuso, fotografada por baixo, como é parafusada nos implantes
A prótese a que todo degrau desta página leva. Uma arcada completa de dentes fixos, parafusada nos implantes — sem cobrir o céu da boca, nada para tirar à noite. Dr. Fernando Giovanella, Cirurgião-Dentista · CRO-SC 8237

O que ele precisa é desse osso da frente. Na tomografia, eu procuro altura e largura suficientes entre os caninos para assentar quatro implantes com boa firmeza. Quando esse osso está lá — e muitas vezes está, mesmo em quem ouviu "você não tem osso" depois de uma radiografia panorâmica —, os implantes inclinados são uma cirurgia mais simples e menor, e a resposta para "eu preciso de zigomático?" é não.

Quando esse osso não está lá, inclinar não resolve: não há onde inclinar. É aí que a busca vai para um osso mais distante — primeiro atrás da maxila, depois acima dela.

O que é implante pterigoide, e quando ele é uma opção?

O implante pterigoide é um implante longo, colocado bem no fundo da maxila, inclinado para trás e para cima, até uma coluna de osso denso que fica atrás dela — e o Dr. Fernando Giovanella usa esse implante, em Blumenau (SC), quando o fundo da maxila está vazio, mas a frente ainda tem osso para oferecer. Essa coluna é a região pterigoide, onde o fundo da maxila encontra os ossos da base do crânio. É um dos poucos lugares ali em cima que continuam densos quando o resto da maxila afina, e fica atrás do seio, não embaixo dele — então o seio fica em paz.

Degrau 3 de 5 · Implantes pterigoides · se ancoram na coluna de osso denso atrás da maxila

Para quem serve: quem tem, na tomografia, osso aproveitável na frente da maxila e nada aproveitável no fundo — o desenho clássico de quem usa dentadura há anos. O pterigoide segura a parte de trás da prótese, para que ela não fique pendurada, sem apoio, depois do último implante, e dispensa o levantamento de seio.

Para quem não serve: quem também não tem osso na frente. O pterigoide ancora o fundo da prótese; sozinho, não segura uma prótese inteira. A região também é funda, e perto de estruturas que o cirurgião precisa respeitar; por isso é um degrau para quem coloca esse implante com frequência, planejado na tomografia, e não improvisado na cadeira.

Se a frente da sua maxila também se foi, a próxima âncora fica mais para cima.

Implante zigomático ou enxerto ósseo: como os dois se comparam?

Lado a lado, o implante zigomático e o enxerto ósseo trocam uma coisa por outra — e o Dr. Fernando Giovanella, que opera em Blumenau (SC), prefere que você ouça essa troca dele, e não de uma página que mostra só um lado. O implante zigomático é um implante longo — bem mais longo que o convencional — que entra pelo rebordo (a borda do osso onde ficavam os dentes), corre ao lado ou através da parede do seio maxilar e trava no osso da maçã do rosto. Como o zigoma não reabsorve, não há nada para reconstruir antes, nem meses de espera para um enxerto pegar. Em geral vai um de cada lado, com dois a quatro implantes convencionais na frente, e o conjunto todo sustenta uma única prótese fixa.

Degrau 4 de 5 · Implantes zigomáticos · se ancoram no osso da maçã do rosto, que não reabsorve

Aqui está o que os estudos mostram — os estudos, não os meus resultados.

Uma revisão Cochrane publicada em 2026 comparou o implante zigomático com o enxerto ósseo seguido de implantes convencionais. Em três anos, o zigomático provavelmente reduz as falhas de implante e o tempo até você ter dentes fixos — e provavelmente aumenta o risco de complicações. A evidência é de certeza moderada e se apoia num único ensaio randomizado.4

Esse é o desenho honesto da coisa: menos implantes perdidos e dentes fixos mais cedo, com mais complicações para cuidar. O seio maxilar é onde o cirurgião presta mais atenção, porque o implante passa ao lado dele.

Sobre quanto tempo eles duram, as revisões concordam entre si. Uma revisão sistemática de 2016, com 68 estudos — 4.556 implantes zigomáticos em 2.161 pacientes —, relatou uma sobrevida acumulada de 95,21% em 12 anos.1 Uma meta-análise de 2023 relatou 96,2% de sobrevida em seis anos, maior quando os dentes foram fixados nos implantes logo após a cirurgia (98,1%) do que quando foram fixados depois (95,0%).2 Uma revisão de estudos que acompanharam os pacientes por pelo menos cinco anos pôs essa sobrevida ao lado da dos implantes convencionais — 96,5% contra 95,8%, sem diferença significativa.3

Sobrevida quer dizer que o implante continua lá e funcionando. Não é uma promessa sobre o seu caso, e não é um número meu; é o que a literatura relata, somando milhares de pacientes. O que esse número te diz é isto: a âncora aguenta. Se você precisa dela é outra pergunta — e ainda falta um degrau antes de chegar lá: o da maxila que não tem osso nem na frente.

95,21%de sobrevida acumulada em 12 anos · 4.556 implantes zigomáticos em 2.161 pacientes · 68 estudos, revisão de 20161
96,2%de sobrevida em 6 anos · 98,1% quando os dentes foram fixados logo após a cirurgia, 95,0% quando fixados depois · meta-análise de 20232
96,5vs 95,8%zigomáticos contra implantes convencionais, em estudos de cinco anos ou mais · sem diferença significativa3
Menos falhas de implante em três anos do que um enxerto seguido de implantes convencionais
Menos tempo até ter dentes fixos
Mais complicações para administrar — o seio maxilar é onde o cirurgião olha mais de perto
Implantes zigomáticos comparados ao enxerto ósseo: revisão Cochrane, 2026 — evidência de certeza moderada, apoiada em um único ensaio randomizado.4
Os estudos, não os resultados desta clínica. "Sobrevida" quer dizer que o implante continua lá e funcionando. Não é uma promessa sobre o seu caso.
Caso real · publicado com consentimentoANTESDEPOISAntes e depois: homem reabilitado com implantes zigomáticos e a abordagem FaceFirst, sorrindo com dentes fixos em cima
Dentes fixos em cima, sobre implantes zigomáticos — a abordagem FaceFirst. Dr. Fernando Giovanella, Cirurgião-Dentista · CRO-SC 8237
Caso real · publicado com consentimentoANTESDEPOISAntes e depois: homem reabilitado com dentes fixos sobre implantes
Dentes fixos sobre implantes — a mastigação e o sorriso de volta. Dr. Fernando Giovanella, Cirurgião-Dentista · CRO-SC 8237
Caso real · publicado com consentimentoANTESDEPOISAntes e depois: mulher reabilitada com prótese fixa sobre implantes
Uma prótese fixa sobre implantes — sorrindo sem esconder a boca. Dr. Fernando Giovanella, Cirurgião-Dentista · CRO-SC 8237
Caso real · publicado com consentimentoANTESDEPOISAntes e depois: mulher com o sorriso devolvido por dentes fixos sobre implantes
Dentes fixos sobre implantes — o sorriso de volta, o lábio apoiado. Dr. Fernando Giovanella, Cirurgião-Dentista · CRO-SC 8237

E se não houver osso nem para o zigomático comum?

Aí os implantes da frente saem do plano, e o osso da maçã do rosto carrega tudo — dois implantes zigomáticos de cada lado, quatro no total —, o arranjo que o Dr. Fernando Giovanella reserva, em Blumenau, Santa Catarina, para a maxila que não tem mais osso aproveitável nem entre os caninos. Em inglês, ele se chama quad zygoma. É para os casos mais raros, é o que mais exige do planejamento do cirurgião, e continua sendo uma decisão tomada na tomografia, não pelo tempo que você está sem dentes.

Degrau 5 de 5 · Quatro implantes zigomáticos · o osso da maçã do rosto sustenta tudo

Até aqui, a escada de baixo para cima. Mas tem quem chegue a ela pelo meio: depois de um enxerto que não pegou.

Fiz enxerto ósseo e não pegou. E agora, ainda dá para colocar implante?

Ainda pode dar, sim: um enxerto que não pegou não fecha a escada, e o Dr. Fernando Giovanella vê esse caso com frequência no consultório em Blumenau (SC). Só que você começa a ler a escada de outro ponto, porque o próprio osso já te disse alguma coisa. Um enxerto que reabsorve, ou que infecciona, costuma deixar o local sem mais osso do que antes, às vezes com menos, e com cicatriz onde ele estava. Isso, sozinho, não fecha nenhuma porta. Mas quer dizer que a próxima decisão não deve ser tomada na base da esperança.

Primeiro, uma tomografia nova, depois que o local se acalmar. Não a de antes do enxerto: aquele osso não existe mais. Depois, a mesma leitura de qualquer outra pessoa. Tem osso na frente? Os implantes inclinados ainda são uma possibilidade. Tem osso atrás? Pterigoides. O rebordo se foi, mas o osso da maçã do rosto — que não reabsorveu, porque nunca dependeu de dente — está logo ali em cima? Então o zigomático é o degrau que não depende do osso que já te decepcionou. É por isso que, para quem está lendo isto depois de um enxerto perdido, ele aparece tantas vezes.

O que eu não vou fazer é te dizer que um segundo enxerto é errado. Às vezes ele é razoável: uma falha pequena e bem delimitada; uma primeira perda com uma causa clara, que dá para corrigir. Mas eu quero dizer em voz alta o que ele pede: os mesmos meses de espera que você já passou uma vez, uma segunda cirurgia antes do primeiro implante e nenhuma certeza de que o segundo vá pegar onde o primeiro não pegou. Se você escolher esse caminho sabendo disso, é uma escolha. Se escolher porque ninguém te mostrou o próximo degrau, é um buraco na conversa — e esta página existe para fechar esse buraco.

Caso real · publicado com consentimentoANTESDEPOIS Em cima: a tomografia da paciente com as posições planejadas dos implantes e o raio-X depois da cirurgia, mostrando dois implantes zigomáticos longos e dois convencionais sustentando uma prótese. Embaixo: a paciente antes e depois, sorrindo com dentes fixos em cima
Primeiro a leitura, depois a cirurgia. Em cima: o planejamento na tomografia dela e o raio-X depois. Embaixo: antes e depois. Dr. Fernando Giovanella, Cirurgião-Dentista · CRO-SC 8237

Como eu sei se preciso mesmo de implante zigomático?

Só a tomografia responde isso, e o Dr. Fernando Giovanella, em Blumenau (SC), não vai te dizer outra coisa antes de ver a sua. A radiografia panorâmica mostra a boca achatada numa foto só; a tomografia mostra em três dimensões, fatia por fatia, e me deixa medir o osso onde cada implante iria. Essa medida — não uma foto do seu sorriso, não uma descrição por telefone — é a única coisa que te leva do "provavelmente" para o "é este degrau".

Um caso da tomografia ao sorriso: o modelo 3D da maxila com os trajetos planejados dos implantes, o planejamento cirúrgico, o modelo impresso, o raio-X depois da cirurgia com implantes zigomáticos e o paciente sorrindo
No que a tomografia se transforma. Ela vira um modelo 3D, a cirurgia é simulada nele, e o raio-X depois mostra o que foi planejado. Caso real, publicado com consentimento. Dr. Fernando Giovanella, Cirurgião-Dentista · CRO-SC 8237

É assim que eu leio. Osso na frente suficiente para quatro implantes? Você não precisa de zigomático; os implantes inclinados resolvem. Osso na frente sim, atrás não? Inclinados ou pterigoides, sem envolver o osso da maçã do rosto. O rebordo sumiu em quase toda a maxila? Aí, sim, estamos falando de zigomático, e a tomografia me diz quantos. Se a tomografia disser "você não precisa de mim", é isso que eu vou te dizer.

Segunda opinião é normal nesta fase. Não é deslealdade com o dentista que te tratou, não é sinal de que você é um paciente difícil — é normal. Dois cirurgiões lendo a mesma tomografia podem parar em degraus diferentes desta escada, e você tem o direito de ouvir os dois antes de decidir.

Se quiser que eu leia a sua tomografia, é assim que funciona. Quem avalia o seu caso é quem opera — eu mesmo. Na avaliação, você entende o plano inteiro antes de decidir qualquer coisa. E, se você já tem uma, traga.

Como a tomografia é lida
Osso na frente suficiente para quatro implantes?
Você não precisa de implantes zigomáticos. Os implantes inclinados resolvem.
Se não ↓
Osso na frente sim, atrás não?
Inclinados ou pterigoides — sem envolver o osso da maçã do rosto.
Se não ↓
Rebordo perdido em quase toda a maxila?
Agora a conversa é sobre implantes zigomáticos — e a tomografia diz quantos.
É esta a leitura que você ouve na avaliação, com a sua tomografia na tela.

Sem compromisso e sem pressão: começa com uma mensagem, termina com um plano claro para o seu caso. Quer ver casos reais antes de escrever? Estão na página do implante zigomático em Blumenau.

Perguntas que você talvez esteja se fazendo agora

Uso dentadura há anos e queria dentes fixos. Isso é possível mesmo sem osso?

Muitas vezes, sim. Anos de dentadura costumam levar o fundo da maxila antes da frente, e o Dr. Fernando Giovanella, em Blumenau (SC), escolhe o degrau pela tomografia. Cada um termina no mesmo lugar: uma prótese parafusada nos implantes, que não sai. Uma palavra de honestidade sobre "fixo": você não tira para dormir, mas não é "permanente", no sentido de esquecer dela. Precisa de limpeza, revisões e, com os anos, consertos ou troca. Feita para durar — não para ser esquecida.

Existe alguma forma de ter dentes fixos sem fazer enxerto ósseo e esperar um ano?

Muitas vezes, sim. Na clínica do Dr. Fernando Giovanella, em Blumenau (SC), três tipos de implante dispensam o enxerto usando o osso que você ainda tem: os inclinados, na frente da maxila (All-on-4); os pterigoides, atrás dela; e os zigomáticos, na maçã do rosto. Onde há altura, implantes curtos são uma quarta opção. Sem enxerto, não há meses de espera. Qual serve — ou se uma falha pequena ainda pede enxerto — se lê na tomografia, não no "não" que te deram.

Perdi osso na arcada de cima. Que tipo de implante funciona nesse caso?

Depende de onde o osso ficou — e é pela tomografia que o Dr. Fernando Giovanella, em Blumenau (SC), decide. Osso na frente da maxila para quatro implantes? Inclinados (All-on-4). Na frente sim, no fundo não? Inclinados ou pterigoides, que se ancoram atrás da maxila. Sumiu quase todo o osso onde ficavam os dentes? Zigomáticos, no osso da maçã do rosto — quatro, se nem a frente tem osso. E, se a falha for pequena, o enxerto ainda pode ser o caminho.

Não seria mais simples tirar os dentes que sobraram e usar dentadura?

Pode ser — e, para algumas pessoas, é a decisão certa: a dentadura é a opção menor e mais reversível, e ninguém deveria te convencer a largar uma que te serve. Dois poréns. O osso continua encolhendo embaixo dela, então a que encaixa hoje encaixa pior daqui a alguns anos. E a de cima cobre o céu da boca; por isso o paladar costuma sofrer. Se a sua ainda segura, fique com ela. Se não segura, esta escada é para você.

Como eu sei se o meu enxerto falhou?

Em geral, não sozinho: quem fez o enxerto confirma com um exame e uma tomografia alguns meses depois. O que o paciente costuma notar primeiro: grãozinhos do enxerto saindo pela gengiva, inchaço ou dor que passa e depois volta, secreção, ou um local que nunca fica firme. O que a tomografia mostra: o volume que foi acrescentado não está mais lá. Se algo disso soa familiar, volte a quem fez o seu enxerto; essa consulta não fecha nenhuma porta.

Levantamento de seio é a mesma coisa que enxerto ósseo?

O levantamento de seio é um tipo de enxerto ósseo, não outra coisa. "Enxerto" é a família: pôr osso onde ele falta e esperar meses até ele pegar. O levantamento de seio é o membro dessa família usado no fundo da maxila: o cirurgião levanta a membrana do seio e preenche o espaço embaixo dela com osso, para recuperar altura para o implante. Inclinados, pterigoides e zigomáticos são as opções que contornam o seio, em vez de preencher embaixo dele.

O implante zigomático segura uma arcada inteira de dentes fixos?

Sim — é o trabalho dele. O implante zigomático não é usado para um dente só; ele ancora a prótese fixa da arcada de cima inteira, em geral com implantes convencionais na frente, ou quatro deles, quando a frente não tem osso. A literatura relata que prender os dentes logo depois da cirurgia vem com sobrevida maior, não menor (98,1% contra 95,0%, numa meta-análise de 2023).2 Se o seu caso permite isso, quem diz é o planejamento — não uma página.

O implante zigomático pode ser usado na arcada de baixo?

Não. O zigomático ancora no osso da maçã do rosto, que fica acima da maxila; da mandíbula, a arcada de baixo, não há osso equivalente para alcançar. E a mandíbula raramente precisa dele: guarda o osso da frente por mais tempo, é mais densa, e uma arcada fixa de baixo costuma ser sustentada por implantes convencionais colocados ali mesmo. Quando as duas arcadas precisam de tratamento, o plano costuma ser zigomáticos em cima e implantes convencionais embaixo, planejados juntos.

Implante devolve o formato do meu rosto?

Em parte — e prefiro ser exato sobre qual. Os dentes fixos sobre implantes devolvem apoio: o lábio e a bochecha voltam a ter onde encostar, e o aspecto de rosto "murcho" da dentadura frouxa, ou da falta de dentes, costuma suavizar. O que eles não fazem é refazer o osso; a maxila continua do tamanho que está. Então espere um rosto que volta a parecer o seu, não um mais jovem. Quem promete mais que isso está vendendo alguma coisa.

E os implantes basais ou subperiosteais?

Existem, e alguns cirurgiões usam. O implante basal ancora na base densa do osso; o subperiosteal é uma estrutura sob medida que fica por cima do osso, embaixo da gengiva — uma ideia antiga que voltou com a impressão 3D. Esta página não trata deles, e eu não vou te dar números que não conferi nas fontes abaixo. Qualquer que seja a opção, faça a pergunta que esta página faz ao zigomático: o que os estudos de longo prazo relatam?

Caso real · publicado com consentimentoANTESDEPOIS Antes e depois: mulher reabilitada com implantes zigomáticos e a abordagem FaceFirst — lábio e bochecha apoiados de novo, sorrindo com dentes fixos em cima
Apoio, não um rosto mais jovem. Caso documentado e publicado no Journal of Prosthetic Dentistry: dentes fixos em cima sobre implantes zigomáticos, lábio e bochecha com apoio de novo. Dr. Fernando Giovanella, Cirurgião-Dentista · CRO-SC 8237

Referências

  1. Chrcanovic BR, Albrektsson T, Wennerberg A. Survival and complications of zygomatic implants: an updated systematic review. J Oral Maxillofac Surg. 2016;74(10):1949–64. doi:10.1016/j.joms.2016.06.166 · PMID 27422530. https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/27422530/ — acesso em 6 de outubro de 2026.
  2. Brennand Roper M, et al. Long-term treatment outcomes with zygomatic implants: a systematic review and meta-analysis. Int J Implant Dent. 2023;9(1):21. doi:10.1186/s40729-023-00479-x · PMID 37405545. https://doi.org/10.1186/s40729-023-00479-x — acesso em 6 de outubro de 2026.
  3. Moraschini V, et al. Survival and complications of zygomatic implants compared to conventional implants reported in longitudinal studies with a follow-up period of at least 5 years: a systematic review and meta-analysis. Clin Implant Dent Relat Res. 2023;25(1):177–189. doi:10.1111/cid.13153 · PMID 36373779. https://doi.org/10.1111/cid.13153 — acesso em 6 de outubro de 2026.
  4. Visconti RF, Greco K, Cotticelli C, Ambrosi A, Esposito MA. Interventions for replacing missing teeth: zygomatic implants for the rehabilitation of the severely atrophic edentulous maxilla. Cochrane Database Syst Rev. 2026;7(7):CD004151. doi:10.1002/14651858.CD004151.pub4 · PMID 42489150. https://www.cochranelibrary.com/cdsr/doi/10.1002/14651858.CD004151.pub4/full — acesso em 6 de outubro de 2026.
  5. Conselho Regional de Odontologia de Santa Catarina (CRO-SC) — consulta pública de inscritos. https://cro-sc.implanta.net.br/servicosonline/Publico/ConsultaInscritos/ — acesso em 6 de outubro de 2026.
  6. Conselho Federal de Odontologia (CFO) — consulta pública de inscritos. https://website.cfo.org.br/consulta-inscritos/ — acesso em 6 de outubro de 2026.

Sobre este guia

Revisado e aprovado por Dr. Fernando Giovanella, CRO-SC 8237 · Atualizado em outubro de 2026 · Próxima revisão: abril de 2027

De onde vêm os fatos. Todo número desta página vem de uma fonte primária listada em Referências, com a data em que foi conferida. As explicações sem número descrevem como esses procedimentos funcionam em geral; foram revisadas pelo Dr. Giovanella e não são promessa sobre nenhum caso específico. O que este guia não publica: preços, nomes de pacientes, fotos de antes e depois sem consentimento, notas em estrelas, nem comparações com outros cirurgiões ou países.

Como conferir o registro. As consultas públicas do Conselho Regional de Odontologia de Santa Catarina e do Conselho Federal de Odontologia listam os dentistas inscritos no Brasil. Busque "Fernando Giovanella", Santa Catarina.5,6

Conflito de interesses. O Dr. Giovanella é consultor remunerado de pesquisa e desenvolvimento de um fabricante de implantes e criou instrumentos cirúrgicos com pedidos de patente em andamento no Brasil. A declaração completa está na política editorial (em inglês).

Achou um erro? Mande para a clínica pelo WhatsApp (o mesmo botão acima) ou pelo e-mail atendimento@fernandogiovanella.com. Você recebe resposta em até cinco dias úteis; as correções são feitas e datadas na própria página.

Como este guia é escrito, conferido e mantido em dia (em inglês)

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