Fernando Giovanella
Revisado e aprovado por Dr. Fernando Giovanella, CRO-SC 8237Como este guia é feito (em inglês) →
Um guia para ler antes de decidir

Implante zigomático, sem marketing: o que funciona, para quem, e até onde

A palavra assusta antes de qualquer explicação — zigomático vem de zigoma, o osso da maçã do rosto —, e é por ela que o Dr. Fernando Giovanella, que faz essa cirurgia em Blumenau (SC), prefere começar. A imagem que ela desenha erra num ponto: a porta de entrada.

Não é um parafuso que entra pelo rosto. É um implante colocado por dentro da boca, onde ficavam os dentes de cima, e longo o bastante para subir até o osso da maçã do rosto e se prender ali pela ponta. O nome vem do osso onde ele termina, não do lugar por onde ele entra.

Esta página faz o que eu faço na consulta, só que por escrito, e a parte que assusta não ficou de fora: ela está aqui, com número e fonte.

Uma última coisa. Se algum dentista já te disse que o zigomático é perigoso, ele não inventou essa frase. Ela tem origem e época — e um pedaço dela ainda vale. Mais abaixo, eu te mostro de onde ela veio, o que mudou e o que não mudou.

O que é implante zigomático e quem é indicado para ele?

O implante zigomático, que o Dr. Fernando Giovanella coloca em Blumenau (SC), começa na maxila, a arcada de cima, e termina preso no osso da maçã do rosto, o zigoma — por isso é longo: cerca de 3 a 5 centímetros, quando o implante comum tem de 0,5 a 2 centímetros1,2. É indicado quando a maxila já não tem osso para segurar implantes comuns e nenhuma opção menor resolve. O consenso internacional de 2023 do ITI, uma associação de profissionais de implante, lista as indicações: atrofia ou falta de osso na maxila; enxertos ou implantes anteriores que não deram certo; a opção de evitar enxertos feitos em etapas; e parte da maxila perdida na retirada de um tumor, num trauma ou por defeito de nascença3. Em geral, o zigomático sustenta a prótese fixa da arcada de cima inteira — a que pode substituir a dentadura —, unido a outros implantes3; para um dente que falta, não é ele, e na arcada de baixo ele não tem onde se prender. Ter pouco osso, porém, não quer dizer que você precise dele: uma opção menor, como um enxerto ou implantes inclinados (All-on-4), pode resolver — as opções, em ordem, estão na página Não tenho osso para implante. E a evidência mais forte sobre ele, uma revisão Cochrane de 2026 apoiada num só ensaio randomizado, mostra os dois lados de uma vez, com grau de certeza moderado: comparado ao enxerto ósseo, em três anos, o zigomático provavelmente perde menos implantes e leva aos dentes fixos mais cedo — e provavelmente traz mais complicações1. O resto desta página abre cada pedaço dessa resposta, inclusive o que ninguém gosta de ler.

Por que ele é longo · comprimento, em centímetros1,2
Implante comum · de 0,5 a 2 cm
Implante zigomático · cerca de 3 a 5 cm
Os dois na mesma escala. A parte clara de cada barra mostra a variação de tamanho.

O implante zigomático fica no rosto? Onde exatamente ele se prende?

O implante zigomático fica por baixo da pele e é colocado pela boca: a cabeça do implante fica dentro da boca, o mais perto possível de onde o dente estaria, e o corpo sobe até a ponta se prender no zigoma — é assim que o Dr. Fernando Giovanella desenha cada um, na tomografia, antes de operar em Blumenau (SC).

Ilustração da maxila vista de frente: de cada lado, um implante zigomático longo sobe da maxila até o osso da maçã do rosto; na frente, dois implantes comuns; embaixo, a prótese fixa da arcada de cima, que se prende aos quatro
De onde a onde. A cabeça do implante zigomático fica na boca, o mais perto possível de onde o dente estaria, e a ponta se prende no osso da maçã do rosto. Em vermelho, os seios maxilares: o caminho do implante em relação a eles muda de pessoa para pessoa. Na frente, dois implantes comuns; embaixo, a prótese fixa que une os quatro. Ilustração, não exame.

Entre uma ponta e a outra, o implante passa pela região do seio maxilar, a cavidade de ar logo acima de onde ficavam os dentes de trás: por dentro dele, rente à parede ou por fora. Parece detalhe de engenheiro, mas mexe muito no risco de sinusite, como você vai ver mais abaixo.

Por que justo esse osso? Porque o zigoma costuma ter densidade suficiente para segurar a ponta do implante1,2 e, em geral, segue lá quando o osso da boca vai embora. Por que um encolhe e o outro não? Está explicado, com desenho, em por que o osso some.

E ele não trabalha sozinho. O zigomático é unido a outros implantes por uma prótese rígida — em geral, um de cada lado, com implantes comuns na frente, ou, quando nem a frente tem osso, quatro zigomáticos. E é assim, unido, que os estudos relatam sobrevida alta3. A arcada de baixo é outra história: o porquê está na pergunta “O implante zigomático pode ser usado na arcada de baixo?”, entre as perguntas da página sobre falta de osso.

Saber onde ele fica, porém, ainda não diz se ele é para você.

Quem pode fazer implante zigomático? Eu sou candidato?

Você é candidato quando a perda óssea na sua maxila é grande demais para os implantes comuns e as opções menores também não servem — e o Dr. Fernando Giovanella só confirma isso, em Blumenau (SC), depois de ver a sua tomografia, nunca porque alguém te disse que você precisa dele.

A indicação é mais estreita do que a internet faz parecer. Repare que “evitar enxertos feitos em etapas” aparece na lista do consenso, lá em cima. Uma das revisões de 2023 que embasaram esse consenso faz a ressalva: em quem já tem atrofia severa, evitar enxertos extensos em etapas e ter dentes fixos logo são vantagens possíveis do zigomático, não motivos suficientes para indicá-lo — e muitos estudos tratam uma coisa como se fosse a outra. A mesma revisão admite que a literatura não tem uma definição única de quanto osso precisa faltar, e pede que a indicação seja avaliada com muito rigor2.

Concordo com as duas coisas. Pressa é um desejo legítimo. Não é uma indicação.

Se a sua história passa por um enxerto que não pegou, ela tem um bloco próprio na página Não tenho osso para implante.

Até aqui, quem pode. Agora, quem não deve — e, para mim, essa é a parte mais importante.

Quem não deve fazer implante zigomático?

Duas turmas não devem fazer implante zigomático: quem tem uma contraindicação e quem tem uma opção menor que resolve — e o Dr. Fernando Giovanella, em Blumenau (SC), começa pela segunda, porque “será que eu preciso mesmo dele?” é a pergunta que mais gente esquece de fazer.

O zigomático é o último degrau de uma escada, não um atalho para pular os outros. A literatura diz que parte de quem precisaria dele no passado hoje pode ser tratada com menos: enxerto com substitutos de osso, sem tirar osso do próprio corpo, com ou sem implantes curtos ou mais finos2. A escada inteira, com o jeito de saber se você precisa mesmo do último degrau, está na página “Não tenho osso para implante”.

Agora, a outra turma. A literatura lista como contraindicações do zigomático as de qualquer cirurgia com anestesia — imunidade baixa, gravidez, diabetes descontrolado, dependência de álcool ou drogas —, além de radioterapia na cabeça e no pescoço acima de 70 Gy (a unidade da dose de radiação) e tratamento com bisfosfonatos, remédios usados, entre outras coisas, contra a osteoporose. Na boca e no rosto, contam a abertura de boca menor que 3 cm, a sinusite aguda, a sinusite crônica com o seio sem conseguir drenar e qualquer alteração no osso da maçã do rosto. Fumar e doenças que podem ser controladas antes da cirurgia são contraindicações relativas: pesam contra, mas não fecham a porta sozinhas2.

Não se descarte por uma palavra solta da lista: ela fala em diabetes descontrolado, não em diabetes. O que te tira desta conversa se decide como o que te põe nela: pela tomografia, pelo histórico de saúde e por uma consulta, não por um formulário. O seio maxilar ganha um exame à parte, na consulta e na tomografia, principalmente em quem já teve sinusite; se ele não drena bem, pode ser preciso tratar isso antes da cirurgia, mesmo sem sintoma nenhum3,4.

Talvez nenhuma dessas listas te preocupe tanto quanto uma frase que você ouviu de um dentista. Vamos a ela.

Por que muitos dentistas ainda evitam, ou criticam, o implante zigomático?

Na opinião do Dr. Fernando Giovanella, que planeja e coloca zigomáticos em Blumenau (SC), boa parte dessa desconfiança vem de como a técnica era no começo — e o começo deu motivos para ela. Isso é opinião; os fatos, com fonte, vêm agora.

Ontema técnica original, de Brånemark, do fim dos anos 1980Hojeas abordagens que seguem a anatomia
Os dentes fixos
Ontem: Só depois de uma 2ª cirurgia, 6 a 8 meses após a 1ª (série de 2003).3,4,5,6Hoje: Presos logo depois da cirurgia: virou o mais comum.4,5
Implantes com os dentes presos logo depois da cirurgia4,5
Ontem: 22,3%Hoje: 89,6%
O seio maxilar
Ontem: Atravessado pelo implante, com uma janela de cerca de 1 × 0,5 cm na parede.4,7Hoje: Por dentro, rente à parede ou por fora, conforme a anatomia e a prótese.4,5,9
Sinusite relatada, juntando estudos muito diferentes entre si3,4,5,8
Ontem: 9,5%Hoje: 4,4%
A cabeça do implante
Ontem: Muitas vezes do lado do palato (o céu da boca), com a prótese mais volumosa ali.4,7Hoje: Primeiro onde o dente vai estar; depois, por onde o implante passa.4,5
Não mudou: a sobrevida dos zigomáticos — nas revisões, parecida entre as técnicas.3,4,5,8A regra de hoje: tomografia antes do zigomático; para uma das revisões, a análise em 3D é obrigatória, e a imagem em 2D serve só de triagem.2,3
O que mudou e o que não mudou. Revisões e estudos publicados por muitos cirurgiões, não os resultados desta clínica.

O implante zigomático foi criado pelo professor Per-Ingvar Brånemark no fim dos anos 1980. No protocolo original, ia um de cada lado, atravessando o seio maxilar, mais dois a quatro implantes comuns na frente, em duas etapas: os dentes fixos só vinham depois de uma segunda cirurgia, feita após meses de cicatrização — numa série de 2003, de 6 a 8 meses3,4,5,6. Para enxergar o caminho por dentro do seio, o cirurgião abria uma janela de cerca de 1 cm por 0,5 cm na parede dele. A cabeça do implante muitas vezes saía do lado do palato, o céu da boca, e a prótese precisava ser mais volumosa ali — o que, segundo uma revisão, pode atrapalhar a limpeza e a fala4,7.

Agora, repare no que essa história não diz. Ela não diz que a técnica antiga perdia mais zigomáticos: nas revisões, a sobrevida deles é parecida entre as técnicas. O que mudou foram as complicações. Juntando estudos muito diferentes entre si, a sinusite foi relatada em 9,5% dos casos com a técnica original e em 4,4% com as abordagens que seguem a anatomia; e uma revisão achou, com teste estatístico, menos sinusite e menos comunicação entre a boca e o seio nos estudos mais recentes do que nos antigos3,4,5,8. A técnica antiga segurava os zigomáticos. O preço era pago no seio e no céu da boca — e uma parte dele ainda é paga, como os números mais abaixo mostram.

Também não existe uma técnica certa e outra errada. O caminho — por dentro do seio, rente à parede ou por fora — é ditado pela anatomia de cada pessoa e pela prótese planejada, e a anatomia nem é simétrica: num estudo com 100 pacientes, 58% tinham o lado direito diferente do esquerdo4,5,9.

Hoje, nas abordagens que seguem a anatomia, o objetivo é escolher o caminho de trás para a frente: primeiro onde o dente vai estar, depois por onde o implante passa. E prender os dentes logo depois da cirurgia virou o mais comum nelas: 89,6% dos implantes, contra 22,3% com a técnica original4,5. O exame também tem regra: o consenso internacional recomenda tomografia antes do zigomático, e uma das revisões que o embasaram chama a análise em 3D de obrigatória; a imagem em 2D serve só de triagem2,3.

E aqui volta a opinião, a minha: por incrível que pareça, ainda há quem planeje zigomático só com a radiografia panorâmica. Com o planejamento em 3D que existe hoje, isso já não é aceitável.

Então, como é feito hoje, do exame ao dente? Começa longe da cadeira.

Como é feito o implante zigomático, do exame aos dentes fixos?

Em seis etapas, e a cirurgia é só a quarta: com o Dr. Fernando Giovanella, em Blumenau (SC), o zigomático começa numa tomografia e termina na prótese final.

  1. 1Tomografia
  2. 2Planejamento
  3. 3Guia
  4. 4Cirurgia
  5. 5Provisórios
  6. 6Prótese final
Antes · 1 a 3A tomografia, o caminho de cada implante desenhado na tela e o guia SkinGuide Zygoma®.
A cirurgia · 4De duas a quatro horas, com sedação ou anestesia geral, planejada sem internação.
Depois · 5 e 6Provisórios, se o implante ficar firme já na cirurgia; depois, a prótese final. O prazo do seu caso sai do planejamento.
  1. A tomografia. O exame em 3D da maxila, dos ossos da maçã do rosto e dos seios. Você faz numa clínica de imagem, ou traz a que já tem; se o plano for o zigomático e a sua não pegar os ossos da maçã do rosto, o planejamento pede outra.
  2. O planejamento. Na tela, o caminho de cada implante é desenhado antes da cirurgia, dos dentes que você vai ter até o ponto de apoio no osso da maçã do rosto. É ali que se decide por onde ele passa em relação ao seio.
  3. O guia SkinGuide Zygoma®. Uma peça fina de resina, desenhada no computador e impressa, leva esse caminho até o osso no dia da cirurgia. O objetivo é que o implante siga pela parede de fora do seio, de acordo com a anatomia de cada paciente, sem abrir uma janela grande no seio. O guia marca o caminho; o osso continua à vista de quem opera.
  4. A cirurgia. Uma cirurgia de verdade, não um procedimento pequeno: pede sedação ou anestesia geral, uma abertura maior da gengiva para expor o osso e trabalho perto de estruturas importantes do meio do rosto2,5. Leva de duas a quatro horas. Na clínica, com sedação na veia dada e acompanhada do começo ao fim por um médico anestesiologista da Anesteclin10; ou, quando a anestesia geral é a mais indicada, no hospital-dia do Hospital Unimed Blumenau – Unidade Centro11,12, com médicos do mesmo grupo. Nos dois casos, a cirurgia é planejada sem internação: a alta está prevista para o dia da cirurgia. A escolha é feita antes, com o anestesiologista, e a sua preferência conta.
  5. Os dentes fixos provisórios. Quando o implante fica firme já na cirurgia, a prótese provisória, parafusada nos implantes, pode ser presa logo depois. Nem sempre ele fica firme o bastante — uma revisão de 2023 pede que o paciente saiba antes que o plano pode mudar na hora —, e esperar também é aceito pelo consenso2,3. O prazo do seu caso sai do planejamento, não desta página.
  6. A prótese final. Nos estudos em que os dentes foram presos logo, a provisória foi trocada pela prótese final entre 3 e 6 meses depois da cirurgia5. Antes dela, eu confiro se o osso se prendeu a cada implante.
Um caso real em cinco imagens: o planejamento em 3D com o caminho de dois implantes zigomáticos e dois implantes comuns; o guia desenhado sobre o modelo do osso; um modelo 3D da maxila; o raio-X depois da cirurgia, com os quatro implantes unidos pela prótese; e o paciente sorrindo com os dentes fixos de cima
Um caso, do plano ao sorriso. Em cima, na tela: o caminho de cada implante e o guia desenhado sobre o osso. Embaixo: o raio-X depois da cirurgia — dois zigomáticos e dois implantes comuns, unidos pela prótese — e os dentes fixos. Caso real, publicado com consentimento. Dr. Fernando Giovanella, Cirurgião-Dentista · CRO-SC 8237
Uma peça fina e transparente de resina, de recorte irregular, presa na ponta de um instrumento diante do rosto desfocado de um pacientePasso 3O guia SkinGuide Zygoma®: uma peça fina de resina, desenhada no computador e impressa.
Uma arcada inteira de dentes fixos sobre uma base cor de gengiva, com os anéis de metal onde ela é parafusada nos implantes, sobre fundo pretoPassos 5 e 6Dentes fixos da arcada inteira, parafusados nos implantes.
Dr. Fernando Giovanella, Cirurgião-Dentista · CRO-SC 8237

Esse é o passo a passo. Se ele compensa no seu caso, a resposta é sua — e ela começa pelos números, inclusive os do outro lado.

O implante zigomático dura? E o que os estudos dizem sobre os riscos?

Dura, na grande maioria dos casos que a literatura relata, e tem um outro lado, que aparece mais no seio do que em qualquer outro lugar; o Dr. Fernando Giovanella, que atende em Blumenau (SC), mostra os dois juntos. Nenhum número abaixo é dele: vêm de estudos publicados por muitos cirurgiões — alguns somam milhares de pacientes; outros, poucas dezenas.

Sobrevida · o implante continua no lugar
95,21%em 12 anos, pelo cálculo de uma revisão de 2016 que reuniu 68 estudos13
96,2%em 6 anos, numa meta-análise de 20235
96,5%× 95,8%zigomáticos × implantes comuns, em estudos de 5 anos ou mais · sem diferença significativa14
Comparado ao enxerto ósseo · revisão Cochrane de 2026
A favor
≈ 22 em cada 100 pessoas a menos com falha de implante, em três anos — provavelmente1
1,3 dia × 444 dias, em média, até uma prótese em uso: zigomático × enxerto, no único ensaio randomizado entre os dois1,2
Contra
Mais complicações — provavelmente1
≈ 4 em 5 × ≈ metade das pessoas com alguma complicação em três anos: zigomático × enxerto1
Grau de certeza moderado, apoiado num só ensaio randomizado.1
A complicação mais relatada
≈ 2% a 14%sinusite, nas médias das revisões — e depende muito da técnica: os números por técnica estão mais abaixo5,13,15
Os dois lados juntos. Estudos publicados por muitos cirurgiões — não os resultados desta clínica, nem promessa sobre o seu caso.

A favor. Em doze anos, uma revisão de 2016 que reuniu 68 estudos calculou que 95,21% dos implantes zigomáticos continuavam no lugar13. Em seis anos, uma meta-análise de 2023 chegou a 96,2% de sobrevida5. E, nos estudos de cinco anos ou mais, eles empataram com os implantes comuns: 96,5% contra 95,8%, sem diferença significativa14. Na comparação com o enxerto (os dois estão lado a lado na página “Não tenho osso para implante”), a revisão Cochrane de 2026 também pende para o zigomático, com grau de certeza moderado: em três anos, a cada 100 pessoas tratadas, provavelmente cerca de 22 a menos tiveram falha de implante1. E, no único ensaio randomizado entre os dois tratamentos, quem recebeu zigomático teve uma prótese em uso, em média, 1,3 dia depois da cirurgia; quem fez enxerto esperou, em média, 444 dias1,2.

Contra. A Cochrane, com o mesmo grau de certeza e apoiada naquele ensaio, encontrou o outro lado: o zigomático provavelmente traz mais complicações1. Em números de gente, cerca de quatro em cada cinco pessoas com zigomático tiveram alguma complicação em três anos, contra cerca de metade no grupo do enxerto1. A sinusite encabeça a lista: é a complicação mais relatada — entre cerca de 2% e 14% dos casos, nas médias das revisões — e depende muito da técnica5,13,15: com algumas, passa bem disso.

A técnica pesa. Numa meta-análise de 2024, a sinusite foi relatada em 21,62% dos casos com a técnica da fenda no seio (sinus slot) e em 4,36% com o implante por dentro do seio. Com o implante por fora dele, foi relatado 0,00% — uma estimativa: pela margem estatística, o número real pode chegar a 1,22% dos casos15. Num estudo de 2010, uma equipe abriu uma janela na parede do seio, afastou a membrana e colocou 37 implantes em 16 pacientes completamente por fora dele; em 6 a 24 meses, nenhum falhou e nenhuma sinusite foi relatada16. Dezesseis pacientes e uma equipe: um princípio para planejar, não uma promessa. É esse princípio — manter o implante fora do seio, sempre que a anatomia deixa — que o meu planejamento persegue. Os números são das técnicas estudadas, não do SkinGuide Zygoma® nem meus — e quem não tem implante nenhum também tem sinusite.

A técnica pesa · sinusite relatada15
  1. Fenda no seio (sinus slot)21,62%
  2. Implante por dentro do seio4,36%
  3. Implante por fora do seio0,00%pode chegar a 1,22%
O 0,00% é uma estimativa: pela margem estatística, o número real pode chegar a 1,22% dos casos — a faixa tracejada.
Números das técnicas estudadas, numa meta-análise de 2024 — não do SkinGuide Zygoma® nem desta clínica.

Só que "sobrevida" é uma palavra estreita.

Quais são as complicações do implante zigomático, e o que eu devo esperar de verdade?

Pode dar problema no seio, na gengiva, na sensibilidade do rosto e na prótese — e o Dr. Fernando Giovanella, em Blumenau (SC), começa com cada paciente a conversa sobre expectativa por essa lista, antes de qualquer data de cirurgia.

Quando as perdas acontecem3,13
≈ 2%de perda no 1º ano — a maior parte nos primeiros 6 meses
≈ 0,5%ao ano, depois do primeiro ano
A sinusite é outra conta: pode aparecer anos depois, não só no começo.3,13 E a média esconde o pior: no estudo de resultado mais baixo, 76,1% dos zigomáticos continuavam no lugar depois de quase 12 anos.5
Quando falha, costuma falhar cedo. Médias das revisões, não os resultados desta clínica · esquema de tempo, fora de escala.

"Sobrevida" é uma conta de presença: o implante está lá ou não está. Não entram nela a sinusite que foi tratada, o parafuso que precisou de aperto, a prótese que foi refeita.

Quando o zigomático falha, costuma falhar cedo: a maior parte das perdas acontece nos primeiros 6 meses, e as revisões relatam cerca de 2% de perda no primeiro ano e, depois, cerca de 0,5% ao ano3,13. A média também esconde o pior: no estudo de resultado mais baixo, 76,1% dos zigomáticos continuavam no lugar depois de quase 12 anos5.

A sinusite pode aparecer anos depois, não só no começo; os estudos relatam tratamento com antibiótico, com uma cirurgia para o seio voltar a drenar, ou com os dois, e, se não resolver, o implante pode ser perdido3,13. Além da sinusite, a revisão de 2016 com 68 estudos relatou infecção na gengiva em 2,0% dos casos, formigamento ou dormência em 1,0% e comunicação entre a boca e o seio em 0,4% — números que, segundo os próprios autores, podem estar subestimados3,13. Mais grave, e com poucos casos relatados: o implante ou a broca entrar na órbita, a cavidade do olho — o consenso conta quatro casos em três estudos3,13.

A prótese também pede cuidado. Em cerca de seis anos, 94% das próteses sobre zigomáticos continuavam em uso, e os problemas mais comuns são os de qualquer prótese sobre implantes: parafuso que afrouxa ou quebra, lasca ou perda do material que reveste os dentes. O consenso avisa que o zigomático pode pedir mais manutenção profissional, que há limites para a força de mastigação e que a higiene em casa é decisiva3.

E como as pessoas se sentem depois? As revisões relatam que a maioria dos pacientes tem ganho importante de qualidade de vida e satisfação alta, sobretudo para mastigar e com a aparência3,17 — embora, entre o zigomático e o enxerto, ainda não se saiba qual deixa as pessoas mais satisfeitas1.

Se tanta coisa depende da técnica, sobra uma pergunta: nas mãos de quem?

Quem deve fazer a cirurgia do implante zigomático, e como eu confiro o cirurgião?

Pela literatura, a cirurgia deve ficar com quem tem experiência em cirurgia do meio do rosto e em implantes; aqui, em Blumenau (SC), quem opera é o Dr. Fernando Giovanella — o mesmo que lê a sua tomografia e desenha o caminho de cada implante. O consenso internacional diz que o sucesso do tratamento depende muito da habilidade e da experiência de quem trata, na cirurgia e na prótese; e uma das revisões que o embasaram registra mais complicações nas mãos de quem tem pouca experiência2,3.

Retrato do Dr. Fernando Giovanella Dr. Fernando GiovanellaCRO-SC 8237O nome e o número para buscar na consulta pública do CRO-SC e do CFO.19,20
Capa do livro ZIGOMA 2.0 — A nova era dos implantes zigomáticos, de Fernando Giovanella O livroZIGOMA 2.0 — A nova era dos implantes zigomáticos232 páginas sobre a técnica, escrito para cirurgiões · Napoleão Quintessence, 202321
Caso real · publicado com consentimentoANTESDEPOIS Antes e depois, lado a lado: a mesma paciente sorrindo, antes e depois de receber dentes fixos na arcada inteira
O caso do relato publicado. Dentes fixos na arcada inteira, sem enxerto — Journal of Prosthetic Dentistry, 2025.22 Um caso só: mostra como o Dr. Fernando Giovanella trabalha, não promete o seu resultado. Dr. Fernando Giovanella, Cirurgião-Dentista · CRO-SC 8237

Não precisa acreditar na minha palavra. Confira. No Brasil, o dentista só pode anunciar especialidade registrada no conselho, e anunciar uma que não tem é infração ética18. A consulta pública do CRO-SC, o Conselho Regional de Odontologia de Santa Catarina, e a do CFO, o Conselho Federal de Odontologia, mostram se o dentista está inscrito: busque o nome do cirurgião — o meu também19,20.

O resto está publicado. Sou autor de ZIGOMA 2.0 — A nova era dos implantes zigomáticos, um livro de 232 páginas sobre a técnica, escrito para cirurgiões21. E sou o único autor de um relato clínico de 2025 no Journal of Prosthetic Dentistry sobre dentes fixos na arcada inteira sem enxerto22 — um caso só: mostra como eu trabalho, não promete o seu resultado.

Leve estas perguntas a qualquer cirurgião — inclusive a mim: por onde o implante vai passar em relação ao seio? O plano é feito numa tomografia? Quem dá a anestesia, e onde? Se um implante falhar, o que acontece?

Se você chegou até aqui, o próximo passo é curto.

Quero saber se o zigomático é para mim. Por onde eu começo?

Por uma mensagem no WhatsApp da clínica, em Blumenau (SC), que marca a sua avaliação com o Dr. Fernando Giovanella — e, se você já fez uma tomografia, ela vai junto no dia.

Na avaliação, a tomografia é lida com você do lado, pelo mesmo cirurgião que operaria. Nada se decide antes de você entender o plano — e o plano pode ser uma opção menor, e não o zigomático.

Sem compromisso e sem pressão: começa com uma mensagem, termina com um plano claro para o seu caso. Depoimentos de pacientes, em vídeo, estão na página de implantes da clínica.

Perguntas que costumam vir depois de tudo isso

Implante zigomático dói?

Na hora, a anestesia cuida disso: nas cirurgias do Dr. Fernando Giovanella, em Blumenau (SC), há anestesia local no lugar operado, com sedação na veia dada por médico anestesiologista, ou anestesia geral. Depois, os estudos não trazem um número de dor que eu possa te mostrar com honestidade. Trazem isto: inchaço, às vezes com dormência passageira, e roxo, a complicação cirúrgica direta mais relatada4,8; e, num ensaio randomizado, em média 7 dias afastado das atividades e 12 com elas limitadas23.

Quanto custa um implante zigomático, e por que não tem preço aqui?

Não tem preço aqui porque seria desonesto: o Dr. Fernando Giovanella, em Blumenau (SC), só chega a um número depois de ver a sua tomografia — dois zigomáticos ou quatro, com ou sem implantes comuns na frente, anestesia na clínica ou no hospital. Antes dela, qualquer número é palpite. O valor vem junto com o plano. E o que eu digo a todo mundo: caro demais, você paga na entrada; barato demais, você paga na saída, num conserto.

Quanto tempo dura um implante zigomático?

Os estudos mais longos, de até doze anos, são a resposta do Dr. Fernando Giovanella, em Blumenau (SC): neles, a grande maioria continuava no lugar13. As perdas se concentram nos primeiros 6 meses e, depois do primeiro ano, ficam em cerca de 0,5% ao ano3,13. Em estudos de cinco anos ou mais, a sobrevida empatou com a dos implantes comuns, sem diferença significativa14. Com os anos, pedem atenção a prótese3 e o seio: a sinusite pode aparecer anos depois3,13.

Depois do implante zigomático, quanto tempo leva até eu ter dentes fixos?

Depende de o implante sair firme da cirurgia, e, com o Dr. Fernando Giovanella, em Blumenau (SC), o seu prazo vem da tomografia e do plano, não de uma média. Nos estudos com carga imediata, em que os dentes foram presos logo depois da cirurgia, a provisória foi trocada pela prótese final entre 3 e 6 meses mais tarde5. Quando a firmeza não vem, os dentes esperam, e essa espera pode somar de 4 a 6 meses ao tratamento1,2.

Sou fumante ou tenho diabetes. Posso fazer implante zigomático?

Depende de quanto você fuma e de como o diabetes está, e é na avaliação com o Dr. Fernando Giovanella, em Blumenau (SC), que isso se decide. A literatura trata o cigarro como contraindicação relativa2, e uma revisão de 2023 recomenda que quem fuma muito não faça o zigomático4. No diabetes, o que a literatura lista como contraindicação é o descontrolado; doença controlável antes da cirurgia é relativa: pesa, mas não proíbe2. Às vezes, a resposta é: ainda não.

O implante zigomático deixa marca no rosto?

Corte no rosto, não: nas técnicas descritas nas fontes desta página, o acesso ao osso é por dentro da boca, pela gengiva, e é assim que o Dr. Fernando Giovanella opera em Blumenau (SC); nenhuma delas descreve corte na pele4,5. Por fora, pode aparecer inchaço e roxo — o roxo é a complicação cirúrgica direta mais relatada, porque a cirurgia trabalha na região da maçã do rosto4,8. E alguns estudos de longo prazo registraram infecções que passaram para fora da boca4,5.

Ainda tenho alguns dentes em cima. Dá para tirar e colocar o zigomático na mesma cirurgia?

Dá, mas o consenso avisa que o risco pode ser maior quando o zigomático entra junto com as extrações, e o Dr. Fernando Giovanella pesa isso caso a caso em Blumenau (SC). Infecção, qualidade do osso e da gengiva, experiência do cirurgião e a sua preferência entram na decisão3. Em alguns casos, tirar antes e esperar a gengiva se acalmar é o mais prudente; em outros, não. Isso se decide no planejamento, com a sua tomografia, não na pressa.

Referências

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Sobre este guia

Revisado e aprovado por Dr. Fernando Giovanella, CRO-SC 8237 · Atualizado em outubro de 2026 · Próxima revisão: abril de 2027

De onde vêm os fatos. Todo número que vem de estudo tem a fonte primária listada em Referências, com a data em que foi conferida. A duração da cirurgia, o jeito como a anestesia é feita e o prazo de resposta a erros são da prática da clínica. As explicações sem número descrevem como esses procedimentos costumam ser feitos; foram revisadas pelo Dr. Giovanella e não são promessa sobre nenhum caso específico. Onde há opinião dele, ela vem dita como opinião. O que este guia não publica: preços, nomes de pacientes, fotos de antes e depois sem consentimento, notas em estrelas, nem comparações com outros cirurgiões ou países.

Como conferir o registro. O caminho está em quem opera, e como conferir.

Conflito de interesses. O Dr. Giovanella é consultor remunerado de pesquisa e desenvolvimento de um fabricante de implantes e criou instrumentos cirúrgicos com pedidos de patente em andamento no Brasil. Também criou o SkinGuide Zygoma®, a peça de resina descrita em como é feito. A declaração completa está na política editorial (em inglês).

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